Miudezas: para satisfazer os mais curiosos aí fica. A minha vida não se resume, felizmente, a noites sem dormir com o bloco de notas numa mão e a câmara na outra. Não parecendo, de sagrado, de trambolhão em trambolhão, só a minha filha, o café e o primeiro cigarro da manhã a ver o meu gato e os dos outros pelos pátios, os jornais, o esgravatar de canções que poucos querem ouvir, ( estes são os Magnetic Fields na canção da minha vida, Bowie, pois, Heroes ), o céu. Da mesma forma não sou viciado só em clássicos ou saudosismos. A memória, sim, conta, muito. Mas não me fico pelos sempres presentes Heraclito, Kierkegaard, Novalis, Holderlin, Rumî ou Heidegger, entre tantos. Ou Hannah Arendt. Isto é uma resposta a um post comentado aí mais abaixo a propósito de escritas. De autores. Acreditem que leio gente de agora. Botho Strauss, Thomas Bernhard, Handke e, muito, Amis. Carver, paixão desde ” que falamos quando falamos de amor”. Como a irrequitude de Zizek ou a densidade de Sloterdijk. Como me fascinam os olhares de Jenny Holzer, Louise Bourgeois, Marta Rossler ou Sophie Calle. 2 e 2 raramente são quatro e apesar do óbvio há Litetratura para lá de MST. Como o diz a leitura, tardia, hoje, do Público. A merecer umas valentes gargalhadas. Contentes, espero.
http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1347961&idCanal=92



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